APRESENTAÇÃODOEVENTO

A Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e demais Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado da Bahia (IFBaiano, UNEB, UEFS, UESC, UESB, UFBA e UFRB), convidam-lhes para participar do XXII Encontro Brasileiro de Ictiologia (XXII EBI).Franck Muller replica watches

Durante alguns anos, os ictiólogos que atuam na Bahia, capitaneados pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), nutriam a vontade de realizar uma das edições do Encontro Brasileiro de Ictiologia (EBI) na Bahia. Este desejo se transformou em uma proposta viável após o apoio incondicional de ictiólogos baianos e o acolhimento da proposta pela Universidade Federal do Sul da Bahia

Berço da história do Brasil e dono de uma das maiores costas marítimas (1183 km) e extensões territoriais do país (564,7 mil km2), o estado da Bahia possui um mosaico de ecossistemas aquáticos extremamente particulares, a exemplo de rios e riachos que percorrem os fragmentos de Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, das zonas rasas dos manguezais e estuários, bem como das formações recifais que possuem espécies de coral endêmicas. Em conjunto, swiss iwc replica este mosaico abriga uma importante parcela da biodiversidade de peixes do Brasil, com mais de mil espécies entre peixes marinhos e continentais avaliados no último senso de conservação dos peixes da Bahia. Além da incontestável importância ecológica, os ecossistemas aquáticos são elementos importantes na dinamização de setores econômicos (p.ex.: pesca, turismo e produção de energia), nas manifestações culturais (p.ex.: Festa de Iemanjá e Festa do Senhor do Bonfim) e na estruturação das relações sociais das comunidades tradicionais do estado da Bahia.

É neste contexto que o XXII EBI se apresenta. Concebido a partir de um antigo anseio dos pesquisadores atuantes na Bahia e considerando as características da região, bem como os desafios presentes na sociedade, o XXII EBI se propõe a ser um espaço de debate e reflexões sobre temas atuais da Ictiologia e que estão na ordem do dia de diversos segmentos sociais, enfatizando o diálogo entre conservação, demandas sociais e desenvolvimento econômico. Estes temas serão colocados em destaque, possibilitando a reflexão e o debate entre os participantes, de modo a gerar um ambiente propício para identificação e tratamento de conflitos e oportunidades.

Espera-se que o XXII EBI seja uma grande oportunidade para o congraçamento e interações científicas tão importantes para o desenvolvimento de novas pesquisas, parcerias e relações pessoais. Assim, Porto Seguro que sempre recebeu tão bem os turistas do Brasil e de todas as partes do mundo, desta feita estará de braços abertos, pronta para ser redescoberta por ictiólogos ávidos por saber o que é que a Bahia tem.


Identidade Visual do Evento e Concepção da Marca

A logomarca do XXII EBI foi trabalhada em cima de uma simples representação gráfica dos índios Pataxós (remanescentes dos Tapuias e pertencentes ao tronco Macro-Jê), o Peixe Pataxó, visando intuir e expressar o conceito de resgate da nossa ancestralidade, do respeito às forças da natureza focando no progresso sustentável, partindo da ideia de que os índios são exímios pescadores e que conseguiram se sustentar através dos séculos. Através de uma comunicação não verbal, a logomarca representa uma etnia, divindade, posição, culto, ritual ou simplesmente um adorno estético como representação de sua arte.

Segundo Nitynawã Pataxó, “cada cor tem uma representação própria, como a cor amarela que representa o sol; o vermelho, o fogo; a cor marrom representa a terra; o azul significa o céu e o verde a natureza”. Imbuído de tal pensamento, os “Três Peixes Pataxós”, montados em um cardume, receberam grupos de cores distintas, com intuito de reforçar os eixos de discussão que nortearão o XXII EBI: conservação, demandas sociais e desenvolvimento econômico. Adicionalmente, os três peixes fazem referência aos três povos (índios, negros e europeus) que se encontraram na Bahia para dar início à nossa nação, bem como aos três grandes “campos” da Ictiologia (os ambientes de água doce, os estuários e os ambientes marinhos).

Adicionalmente à marca do evento, outros elementos são utilizados para compor a identidade visual do evento:

O ponto que separa o XXII do EBI é uma representação gráfica da semente Maui, a qual é encontrada nas praias da região e que os antigos Pataxós utilizavam como técnica de pesca. Basicamente, os índios batiam as sementes dentro da água, de modo que os peixes ficavam tontos quando nadavam naquelas águas, sendo facilmente capturados. Essa técnica era utilizada na aldeia Barra Velha, uma das referências atuais dos territórios indígenas no Sul da Bahia, quando os índios iam para os mangues para capturar baiacus, moreias, dentre outros peixes.

O cocar de peixes que aparece no cartaz, camisa e crachás é composto por peixes com traçados Pataxós que compõem vários símbolos, a exemplo do símbolo utilizado no ritual da fartura, o qual está localizado na nadadeira caudal dos peixes.

Por fim, outros elementos apresentados em riscos finos no banner e cartaz fazem referência direta à Bahia. A vela de uma nau portuguesa, a cruz e o farol da cidade histórica de Porto Seguro são referências do momento histórico em que os portugueses aportaram no litoral do Atlântico Sul Ocidental. A baiana e os atabaques são símbolos fortes nas manifestações culturais no estado e nos remetem às nossas raízes africanas. As bandeirolas, que enfeitam as cidades durante os festejos juninos, nos lembram das fortes tradições do sertão nordestino. O cacau indica a principal cultura agrícola do Sul da Bahia, a qual foi responsável pelo apogeu e derrocada de grandes fortunas, serviu de inspiração para os contos do escritor baiano Jorge Amado e servir de alicerce para a conservação de importantes fragmentos de Mata Atlântica no estado. Por fim, os manguezais, o pescador e o artesão fazem referência à importância ecológica, econômica e cultura dos ambientes aquáticos para o estado da Bahia.